terça-feira, 6 de março de 2018

Descobertas da Semana - #8

Mais um Descobertas da Semana chegando! Excepcionalmente essa semana essa postagem está saindo na terça-feira; apesar de ter feito a lista ontem, eu não tinha condições de formatar e postar por motivos de "virei a noite fazendo freela". Pelo menos eu enfiei na cabeça que não tenho mais vinte anos... 

Vamos às músicas?

Descobertas da semana - 05/03

Honey white - Morphine

Eu não ouço Morphine faz um século por motivos de "me lembra de alguém, meh". Felizmente essa não faz parte das que eu conheço, então tô salva. Eu sempre achei legal o fato de eles tocarem sax (isso é sax?) e ele ser o instrumento mais sobressalente. Música interessante.

If you have ghosts - Roky Erickson

Parece boa, mas não algo que eu ouviria com frequência. Acho que o que tá me incomodando é o tom de voz do vocalista, meio agudo demais. Apesar disso, ouço numa boa se estiver passando em algum lugar, o instrumental é de boa.

Dead eyes opened - Severed heads

Isso não é o nome que eu escolheria pra uma música, muito menos pra uma banda, a não ser que fosse punk, o que não é o caso. Ela me parece muito boa como interlúdio ou trilha de fundo, mas só por causa da repetição do synth ao fundo. Ela tem, contudo, um problema fundamental: é enorme.

Marilyn, my bitterness - The Crüxshadows

Socorro, eu adorei o começo dessa música. Por que mesmo eu não parei pra ouvir Crüxshadows ainda? Ela tem o tipo de batida grave que me puxa pra dentro de uma música, e mesmo que nesse caso aqui o vocal vá ficando mais agudo, e que a música seja comprida, não mudou minha opinião sobre ela. Vai pra playlist.

Perpetual - VNV Nation

Eu já ouvi algumas coisas do VNV mas achei muito eletrônico - tipo trance ou house - pro meu gosto. Ela tem sete minutos - já entenderam meu lance com música comprida, né? - e é meio barulhentinha demais pros meus ouvidos. Acho que VNV é algo que não me vai, mesmo.

Gimme danger (Alternative 'Violent' Iggy Mix) - The Stooges

Eu não conheço muita coisa dos Stooges, mas sei que as músicas deles são legais. Essa, por exemplo, é bem legal. Eu li a história do Iggy - ou parte dela - no Please kill me e curti bastante. O nome da música é a cara dele.

 Blood and tears - Danzig

Essa música começou me dando sono. Não melhorou nem quando mudou o instrumental. Coisinha devagar, deve ser boa pra ouvir quando eu tiver menos agitada, mas por enquanto não serviu pra muita coisa.

The Forest - Carpathian Forest

Eu reconheço esse solo em qualquer lugar, seja lá de qual banda for. Nesse caso, foi de um cover. Eu ADORO The Forest, e esse cover tá com os instrumentos nos lugares certos, mas por que raios catódicos o cara resolveu sussurrar a música inteira? Será que ele não leu a letra antes de cantar? =P

Love spreads - The Stone Roses

Um rockzinho honesto. Acho que já ouvi falar dessa banda, mas não tenho certeza. A música serve como interlúdio entre músicas, desde que eu esteja ouvindo mais coisas com mais guitarras.

I like - Men Without Hats

A única coisa do Men Without Hats que eu conhecia era Safety dance e eu acho que vou me manter assim. Se bem que essa música é perfeita pra uma balada dos anos 80, esses synths são ótimos pra compor um set.

Ava Adore - Smashing Pumpkins

Preciso de uns segundos pra reconhecer, mas adoro essa música desde que a ouvi pela primeira vez. A voz do Billy Corgan não é lá essas coisas, mas a letra da música, por Apolo, é muito, mas MUITO interessante a partir de um determinado momento.

Someone's calling - Modern English

Acho que eu já tentei ouvir algo do Modern English mas achei muito tranquilo pra mim. Não lembro. De qualquer forma, essa música é bem tranquila, com guitarrinhas no lugar e um ritmo legal.

Peter Gunn (feat. Duanne Eddy) - Art of Noise

O nome da banda entrega o que é essa música: barulho. Passo.

The Stand (Long version) - Alarm

Essa música tem dois minutos, se essa é a versão longa, a standard tem o quê, 45 segundos? Essa música tá aqui por um motivo que eu desconheco - ou pode ser culpa do Clash, aparentemente tudo é possível.

Tubular bells - Book of Love

Eu achei que ia gostar dessa música, mas ou meu sono tá me deixando chata, ou o algoritmo do Spotify foi particularmente cruel comigo hoje. Também é barulho aos meus ouvidos, apesar dessa batida repetida no começo.

Red flags and long nights - She Wants Revenge

As letras do She Wants Revenge são interessantes, mas, como disse o Ednei uma vez, não acontece NADA nos instrumentais das músicas deles. De vez em quando tem uma variação, mas não passa muito disso. Tear you apart - a mais famosa - é um belo exemplo. De qualquer forma, esses graves me puxam, e por mais que seja repetitivo, eu vou seguindo.

To the hilt - Die Krupps

Começou e eu ia dizer "de onde saiu isso?" mas ficou meio industrial de repente. Hm. Interessante, no meio de uma playlist mais adequada ela passa como interlúdio.

Blue Monday - Orgy

Essa eu escrevi o nome da música e fui ver de quem era o cover, porque eu já dancei tanto essa música que eu diria que meu coração se ajusta à batida dela quando ela começa. Parece boa, considerando a original do New Order, mas eu realmente prefiro a versão do NO do começo dos anos 1980, é ela que faz meu coração ajustar as próprias batidas.

Devil inside - INXS

Eu tenho essa música no HD, mas não tenho certeza de que eu já ouvi. O Michael Hutchence ter morrido do jeito que morreu foi um desperdício inacreditável, não tem uma música do INXS que não seja muito boa de ouvir por causa do vozeirão daquele homem.

A perfect day Elise - PJ Harvey

Er... oi? Eu fui procurar a letra dessa música, e pai, se você estiver lendo isso, pule pra próxima, por favor. Eu tive que conter uma risada quando li. Anyway, a PJ Harvey é maluca, e essa música vai pra playlist because of reasons.

Jeszcze Raz - Belgrado

Eu não faço ideia do idioma no qual essa música é cantada, mas é bem interessante, me lembrou Xmal Deutschland, mas menos annoying.

Ain't it fun - Dead Boys

Parece música de moleque revoltado. Não me agradou muito, não.

Election Day - Arcadia

Também não sei de onde saiu isso. É meio estranha, não sei mesmo como isso foi pescado pelo algoritmo.

Partytime - 45 Grave

Não é possível, tá faltando o ritmo nessas escolhas. Isso parece metal farofa com vocal feminino. Nah, valeu.

Martyr - The Acryl Hearts

Quando vi o nome da música pensei "só conheço a do Depeche Mode". Bingo! É um cover, e muito bem feito, por sinal. O vocal lembra vagamente o do Dave,  instrumental tá no lugar certo, muito boa. Não achei muita coisa sobre eles no Google, só sites de música, mesmo, mas tem o álbum "The best of Depeche Mode - The Acryl Hearts" no Spotify. Vou ouvir depois.

Polizisten - Extrabreit

Acho que é em alemão, mas é meio parada. Não me agradou muito não.

Salvation - The Cranberries

Uma porrada no prato da bateria me faz saber que música é essa. O Cranberries é mais uma daquelas bandas que eu não conheço muito bem, mas o que eu conheço, eu gosto pra caramba. Dolores nos deixou há pouco tempo, o que é bem triste, mas ela deixou essas músicas sensacionais pra gente. SALVATION IS FREE!

Nineties - Star Industry

Soa como um filhote do Sisters of Mercy. Parece interessante, não cansa e não é gigante. Boa pra ouvir numa boa, numa tarde de folga.

Don't bang the drum - The Waterboys

Eu tô com tanto sono que ouvi o nome da banda e lembrei de uma música chamada The glamour boys. Vai entender. De qualquer forma, isso me lembra Midnight Oil (não perguntem), eu tava crente que ia aparecer o refrão de Truganini no meio dessa música. Mas se de fato fosse Truganini eu não ficaria me perguntando quanto falta pra acabar.

A small victory - Faith No More

Pô, eu conheço essa música, e gosto dela, e até hoje eu  não sabia qual era o nome! Thanks, lista. Well, o que eu digo? O Mike Patton é um demente e é por isso que todos gostamos de Faith No More. Certo?

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Descobertas da Semana - #7

Segunda-feira é dia de quê? Lista de música! \o/ 
Continuamos a ouvir as músicas do Descobertas da Semana em modo aleatório, de modo que hoje temos mais 30 músicas comentadas. Eu achei que o Premium tinha se resolvido mas ainda não, bleh. Felizmente dessa vez eu não tive que ouvir 30 segundos de funk entre as músicas...

Descobertas da Semana – 26/02

Hush - Deep Purple
Devo dizer que eu sempre ouvi "I thought I hear her calling uma menina" nessa música. Provavelmente uma das primeiras que eu ouvi do Deep Purple, é bem legal.

God is a bullet - Concrete Blonde
Eu já devo ter ouvido algo do Concrete Blonde, só não vou lembrar agora. De qualquer forma, gostei do nome dessa música e ela é bem legal.

A view to a kill - Duran Duran
O primeiro "pam" me faz reconhecer essa música. Adoro. Eu não conheço muita coisa dessa banda, mas o que eu conheço, eu acho muito louco. Acho que o que mais me chamou a atenção nessa música foi o modo como ela vai evoluindo desde o começo até o refrão, daí depois volta tudo de novo. DANCE into the fire!

Blood and roses - The Smithereens
Não conhecia. Essa música é bem gostosinha de ouvir, tem um baixo audível e os riffs são bem legais. Interessante.

I still believe (The great design) - The Call
Parece interessante como interlúdio, não é grandiosa nem chama a atenção por algum motivo particular, mas também não é ruim. 

Birds fly (Whisper to a scream) - The Icycle Works
Quando começou me pareceu bastante New Order no começo. Mas a baguncinha mudou. Interessante, mas serve como interlúdio também, como a amiguinha de cima.

Opportunities (Let's make lots of money) - Pet Shop Boys
Essa eu não reconheci de cara, porque não é uma que eu ouça com frequência, mas a voz do Neil Tennant é inconfundível. Aliás, devo dizer que o timbre do Neil é uma das coisas mais loucas que eu já ouvi até hoje de tão diferente e perfeito que é. Anyway, Opportunities pode não ser a minha favorita do PSB (spoiler: minha favorita é Being boring, do Behaviour, de 1990), mas é boa.

Into the groove(y) - Ciccone Youth
Eu já ouvi uma música da Madonna com esse nome e o sobrenome dela é justamente Ciccone. Será que tem alguma coisa a ver? Well, é a mesma coisa e essa versão é bem mais pesada e dark do que a outra. Mas eu gostei, é bem interessante.

Ahead - Wire
Parece interessante. Tirando o monte de "I remember" que ele fala que pode ser meio bleh, dá pra ouvir num interlúdio. Essas guitarras me lembram o começo do New Order, de novo.

Midnight summer dream  The Stranglers
Ela começou um tanto quanto estranha, mas aí entrou um cara recitando a letra. Bem legal, cabe numa playlist de música pra ouvir de boa.

Give me back my man - B-52's
Eu conheço poucas músicas do B-52's, mas a voz da Kate Pierson também é inconfundível. As músicas do B-52's são sempre animadas, né?

Pink Cigarrette - Mr. Bungle
Como isso veio parar aqui? Não que eu não goste de umas músicas mansinhas tipo essa, mas isso foi tão inesperado que eu não sei de onde o algoritmo tirou isso. O final é bizarro.

Mental hopscotch - Missing Persons
Veio, passou e eu ouvi como trilha de fundo. Não é nada muito "que música foda", mas dá pra ouvir.

Godlike (12" mix edit) - KMFDM
Nunca ouvi essa banda, apesar de já ter ouvido dizer que a sigla significa Kill the Mother Fucker Depeche Mode. Provavelmente é só uma brincadeira. Quanto à música, gostei bastante, tem tudo o que eu gosto em industrial. 

Atomic bongos - Lydia Lunch
Go home, algorithm, you're drunk.

Doctor doctor - UFO
Eu tenho um amigo, o Alexandre, que é a única pessoa que eu conheço que conhece essa banda. Quer dizer, um porrilhão de gente deve conhecer - porque o som é bom pra carai - mas toda vez que eu ouço alguma música do UFO eu lembro só dele porque essa é uma das bandas favoritas dele. E essa música eu conheço, claro. Recomendo, aliás.

Jacket hangs - The Blue Aeroplanes
Não conheço a banda, nem a música, mas parece uma música de interlúdio. Não entendi muito bem a letra, mas pra passar o tempo ela serve.

You - Boytronic
Pode dar a mãozinha pra amiguinha de cima, eu nem sequer sei de onde saiu isso.

Paul ist tot - Fehlfarben
Parece uma versão chucrute de The Cure, até a voz é parecida. Pior que eu gostei; ser em alemão também ajuda bastante. Essas guitarrinhas do começo da década de 1980 são bem legais, por mais que o negócio fique meio louco lá pelo meio da música. Curti mesmo.

Spiritual cramp - Christian Death
Que nome interessante, né? Essa música segue o mesmo padrão de outras músicas do Christian Death - se bem que eu ainda prefiro Romeo's distress - e dessa vez eu vou só deixar como trilha de fundo. 

Cat people (Putting out fire) - David Bowie
Meus amigos, não vai ser eu que vai falar um A sobre essa música que não seja um "puta merda por que é que você faz isso com a gente?". Vocês já ouviram essa música? Já ouviram o vozeirão desse homem nessa música? Façam um favor a si mesmos e vão lá. Eu até deixo o link pra facilitar: aqui, ó

That smiling face - Camouflage
Uma música cheia de synths legais, tranquila, um vocal bem sossegado também, curti. Eu não lembro se já ouvi Camouflage alguma vez na vida, mas isso parece ser algo que eu deveria ouvir mais vezes.

That's when I reach for my revolver - Moby
Eu já ouvi falar de Moby? Provavelmente. Mas não lembro de ter ouvido alguma coisa. Eu juro que eu pensava que era algo mais eletrônico e não tão cheio de guitarra. Anyway, essa também serviria como interlúdio de playlist.

How soon is now? - The Smiths
Essa música foi tão mas tão mas tão importante pra mim quando eu tinha 15-16 anos que eu até esqueci por que eu parei pra ouvi-la pela primeira vez - eu lembrei depois de um tempo, mas deixa pra lá. O Morrissey pode ser uma pessoa totalmente idiota, mas fazendo música o cara é um gênio. Não é à toa que até os malditos hipsters gostam de Smiths.

Beers, steers and queers - Revolting Cocks
Eu não tou entendendo nada. Sério. Pra que serve essa música? A batida até que é boa, não fosse todo o resto. Eca.

Marquee moon - Television
Nunca ouvi, também. Mas não é ruim como a anterior. Ela tá mais pra música de interlúdio também, porque ela é bem sossegada, e tem umas variações que são bem interessantes. No final tem um instrumentalzinho legal. No segundo final (essa música tem DEZ MINUTOS!, quando parece que acabou ainda tem música...) tem o vocal e mais um pouquinho de riff. Interlúdio ftw.

What do you want from me? - Monaco
Basta começar o baixo delicioso do Peter Hook nessa música - que eu reconheço na segunda nota - pra eu começar a pular e gritar - mentalmente, é claro - WHAT DO YOU WANT FROM ME? IT'S NOT HOW WE USED TO BE!. Sem contar que o vocal no refrão - o Potts cantando e o Hook fazendo backing vocal - é maravilhoso. E o baixo, lógico, esse baixo fudido de bom. Anyway, eu tenho história com essa música, ela já foi traduzida aqui e eu já falei do Peter Hook aqui. Enjoy.

The power of lard - Lard
O que ser lard? Pelo que eu vi aqui nessa banda tem o Jello Biafra do Dead Kennedys (bem que eu reconheci esse vocal...). Procurando no Google, lard significa... banha. De qualquer forma, gordurosa ou não, a música é legal, boa pra ouvir pra entrar no metrô de manhã. 

Birth, school, work, death - The Godfathers
Pra uma banda com um nome desses, o nome é bem interessante, quase uma lição. Gostei do jeitão dela, baixo, guitarra, bateria e vocal bem equilibradinhos. Bem boa.

Anarchy in the UK - Sex Pistols
Conheço, claro, eu não teria sido uma adolescente revoltada no início dos anos 2000 se não conhecesse pelo menos essa do Sex Pistols. Não sei se eu tenho muito mais pra falar dela, vejamos... ah, eu lembro bastante do Sid Vicious quando ouço essa música.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Descobertas da Semana - #6

E lá vamos nós com maaaais uma lista de música. Vocês conhecem as regras: 30 músicas escolhidas pelo algoritmo doido do Spotify, tocadas em ordem aleatória. E aparentemente meu problema com o Premium foi resolvido!

Descobertas da Semana – 19/02

Poison door - The Sisters of Mercy
Eu já ouvi tudo do Sisters, mas não consigo lembrar de ter ouvido essa música. Well, é Sisters, tem pouca coisa que eu efetivamente não gosto. Essa é basicona, e é boa.

Skeletons - The Sound
Eita baixo bom de ouvir! Tem uma levada gostosinha pra ouvir, parece um pouco Sisters mas sem a guitarrinha característica e sem o vozeirão do Andrew, mas é boa mesmo assim. Curti, vai pra playlist.

Sensoria - Cabaret Voltaire
Eu já ouvi falar dessa banda. Essa música é uma baguncinha bem alegre, vários efeitinhos correndo de um fone pro outro (também, olha o nome da música, né???). Contudo, acho que não ouviria assim com tanta frequência; serve como trilha de fundo pra ouvir os efeitinhos.

What we all want - Gang of Four
Outra música interessante de uma banda da qual eu já ouvi falar, mas ela é sossegada. Essa voz até me lembra um pouco a do Dave Gahan no começo da carreira, mas o instrumental é totalmente outra coisa. Pode fazer companhia pra coleguinha de cima pelo baixo.

Nightmares - A flock of seagulls
Essa banda eu conheço por I run. O que eu pensei, na verdade, foi "nossa, tem um monte de early 80's nessa lista, hein?"... Anyway, pra mim não passou muito disso, os riffs me lembram muito Cure ou coisa parecida. A voz cantando é tão suave que eu tou com medo de me dar sono...

Soluk - She Past Away
Eu tou começando a enjoar dessas guitarras. De qualquer forma, essa música é bem mais dark graças ao vocal. Parece algo que eu dançaria no porão do Madame numa boa.

Psycho killer (acoustic) - Talking Heads
No terceiro "tum" eu reconheci essa música. Nunca tinha ouvido uma versão acústica dela, mas com certeza é muito melhor do que aquela merda que eu ouvi na primeira lista e que tiveram a audácia de chamar de cover.

We want the airwaves - Ramones
Ok, ISSO eu não esperava. Eu já tinha ouvido essa música algumas vezes e nunca tinha me ligado no vocal inconfundível. Ela é bem típica da banda mesmo, bem legalzinha.

Mad world - Tears for Fears
Quando eu descobri que essa música era do Tias Fofinhas eu achei o maior barato, porque essa música é bem mais animada - apesar da letra - do que a versão que a gente conhece, ou a versão com a voz do Gollum. É uma baita música.

The voice - Ultravox
As poucas músicas do Ultravox que eu conheço são legais, e eu tou convencida de que essa é uma delas porque essa levada animada - estamos animados hoje, não é mesmo? - não me é estranha. De qualquer forma, eu colocaria ela como trilha de fundo porque ela é gostosinha mas não passa muito disso.

Somewhere - The Danse Society
O nome dessa banda não me é estranho. A música é bem interessante pra se ouvir em condições preguiçosas (deitada e com a luz apagada). E tem um baixo bem interessante também.

The model - Kraftwerk
Sie ist ein Modell und sie sieht gut aus... ops, foi mal, versão errada. Eu sou suspeitíssima pra falar de Kraftwerk. Ouçam pelo menos essa, eu vos imploro. Kraftwerk é bom pra caralho. Se não quiserem tanto synth, tem a versão do Rammstein com a letra em alemão. MAS VÃO OUVIR KRAFTWERK, DAS IST EIN BEFEHL! ("A queda" mode: off)

Is Vic there? - Department S
Bem tranquila, um rockzinho sossegado. Não me chamou tanto a atenção, mas pode servir como trilha de fundo numa boa.

This big rush - Shriekback
Achei muito smooth, talvez pra relaxar seja uma boa ideia, mas pra ouvir durante o dia não seja uma escolha tão boa. Tá mais pra ambient do que pra qualquer outra coisa.

Cuts you up - Peter Murphy
Essa eu conheço. Mas também pode ser classificada, pra mim, como trilha de fundo, porque o som do Peter Murphy pode ser interessante - como é, mesmo - mas essa em particular é tranquila, dá pra ouvir enquanto faz qualquer outra coisa.

Wise up sucker - Pop Will Eat Itself
Olha, por mais que eu concorde com o nome da banda, eu não entendi como essa música veio parar aqui. Não tem muito a ver com o que tem tocado até agora, e eu sinceramente não tou entendendo é nada.

Making plans for Nigel - XTC
Mais uma que eu não sei como é que veio parar aqui e que pode fazer parzinho com a colega acima.
p.s.: Tenho pena desse Nigel.

My way - Sid Vicious
Essa não precisa de muito pra eu reconhecer. Por mais que eu saiba que a intenção do Sinatra tenha sido muito nobre, essa versão de My way é muito mais divertida na versão do Sid Vicious. \m/

Alsatian Cousin - Morrissey
Olha o doido aí. Acho que essa eu nunca ouvi, apesar de eu gostar bastante da carreira solo do Morrissey. Sou bastante suspeita pra falar dele também.

When it's over - Wipers
O instrumental bem legal, curti. Pra ser sincera eu passei a música inteira esperando que não entrasse vocal porque só o instrumental tava perfeito, ótimo, eu gostei mesmo. Daí lá pro meio da música aparece o vocal, no começo baixo e grave, daí tem uma guitarra distorcida depois de uma nota mais aguda do vocal. Continuou interessante.

Hang on to your ego - Frank Black
Mais um que eu não sei de onde saiu. Não gostei da baguncinha dessa vez. Nem é parecido com o que vinha tocando, muito menos com algo que eu ouviria voluntariamente.

Never say never - Romeo Void
Pode dar as mãozinhas pra colega acima.

She's in parties - Bauhaus
Claro que conheço. Depois que eu descobri a mais famosa do Bauhaus fui atrás de outras. Ela é bem diferente de Bela Lugosi's dead, óbvio, mas é bem legal de ouvir também.

Gloria - U2
Eu não sei por que diabos U2 veio parar nessa lista. Eu gosto especificamente de três músicas do U2 (Numb, Stay e Miss Sarajevo) e não faço muita questão de ouvir qualquer outra. Desta forma, declaro que estou ouvindo essa inteira pela lista, e só. Ela é boa, a voz do Bono não muda, mas eu não consigo gostar de U2. Sorry.

Louise - Clan of Xymox
Essa é boa como trilha de fundo escolhida pra ouvir tomando um vinho e batendo papo enquanto relaxa. Ela tem umas viradas bem interessantes, e a bateria vai de um ouvido pro outro. Vocal grave também colabora.

Dog eat dog - Adam and the Ants
Eu já ouvi falar nessa música, porque eu lembro desse nome esdrúxulo. Mas ela acompanha o título sendo bizarra até dizer chega. Gostei disso não.

Erschiessen - Ideal
Mais uma maluquice que não me agradou. A baguncinha dela é interessante, até, mas me incomoda por ser meio bagunçado pro lado estranho. O fato de a vocalista ficar repetindo "erschiessen" toda hora também não ajuda. Resultado: a música tem 3m40 mas parecia que não acabava nunca.

She cries alone – Skeletal Family
A bateria me lembrou Joy Division de leve, mas acabou virando algo que eu ouviria como trilha de fundo, porque a música foi rolando e eu nem notei que ela terminou.

Like a hurricane - The Mission
Conheço pouca coisa do The Mission, mas eu tenho certeza de que já ouvi essa música, ou alguma versão dela, em algum lugar. De qualquer forma, ela entra como trilha de fundo também, é bem agradável mas também é só ok.

Fascination street - The Cure
Se eu ouvi essa música uma ou duas vezes foi muito. Mas eu conheço, claro que conheço. Pensando aqui, acho que eu não ouvi muito essa música porque ela parece ser um pouco arrastada, meio tediosa por causa dos milhares de efeitinhos da música. É boa, mas well, duvido que eu ouça de novo voluntariamente.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Descobertas da Semana - #5

Eis aí mais um Descobertas da Semana! Dessa vez eu tive que lidar com as propagandas porque o Premium foi pro saco – estaremos tentando consertar esse revés nas próximas semanas, mas não garanto nada, não que isso vá afetar a lista em si. Let’s go!

Descobertas da Semana – 12/02

Los niños del parque – Liaisons Dangereuses

É um tunts tunts interessante. No meio da música ouvi uma contagem em alemão e não consegui identificar muito bem o que veio depois. Mas tem espanhol no meio, o que é de se esperar já que o nome da música é em espanhol (embora isso não seja requisito, claro). Gostei do tunts tunts.

Shine on – The House of Love

Tem guitarra aos montes. Tava interessante até o refrão, que eu imagino que seja “she she she she shine on”. Tenta ler isso aí em voz alta. Pois é, não deu.

Adolescent Sex – Japan

Eu não tô conseguindo identificar muito bem pra que essa música serve. Nada nela tá me agradando particularmente, nem a letra, nem a melodia, nem essa guitarra bizarra, nada. De onde será que o algoritmo tirou isso?

Opium – Moonspell

Opa, bateria bem forte nessa. Vocal de música gótica. Eu devo ter ouvido Moonspell alguma vez na vida, mas não lembro. Essa é uma ótima música pra espantar vizinho chato. E não é comprida. Curti.

Go! (Single Edit) – Tones on Tail

É pra isso (também) que eu faço essa lista! Eu cansei de ouvir essa música em balada dos anos 80 e nunca cheguei nem perto de saber de quem era ou qual era o nome. Taí, essa eu conheço e faz tempo. E gosto bastante.

Kaltes klares Wasser – Malaria!

Eu adoro Malaria! (a banda, não a doença). Descobri a banda por causa de uma coletânea, e essa Kaltes klares Wasser é uma das que eu curto por causa do vocal e do baixo. E algumas músicas (como essa) são em alemão. Bem legal.

Brandon Lee – The 69 Eyes

Guitarrinhas e um vocal grave. Essa melodia por trás me faz lembrar alguma coisa que eu não sei dizer o que é. A música é boa, mas serviria como trilha de fundo pra mim.

San Diego (The Tragical) – The Eternal Afflict

Instrumental muito bom no começo. Mas acho que eu esperava um vocal um pouco mais grave e menos gritado. Lá pelo meio entra um lírico feminino que ficou interessante, mas parece que o fundo da música não acompanha o vocal principal, tem tanta coisa boa acontecendo ali atrás que o vocal acabou atrapalhando um pouco.

Insanity – Oingo Boingo

Eu vou confessar que meu conhecimento de Oingo Boingo se resume a três ou quatro músicas. Dito isso, essa música, além da variação do vocalista entre “cantar” e “recitar” a letra, tem uns vocais infantis/adolescentes no meio e ficou bastante interessante, pelo que eu entendi da letra. É longa (quase oito minutos de música) mas é uma baguncinha muito boa de ouvir. Gostei dessa música.

A daisy chain 4 Satan (Acid & Flower Mix) – My Life with the Thrill Kill Kult

Essa música é confusa, talvez por ser um remix. Talvez eu não estranhe tanto a música original, mas a baguncinha nessa música aqui não é lá muito agradável, porque tem uma galera gritando em algumas partes. Mas se a original for assim também, lascou-se.

Sunday – Sonic Youth

Eu lembro de ter pensado em ouvir Sonic Youth quando era mais nova, mas nunca nem tentei. De qualquer forma, essa música é legal. Um rock bem feitinho, bem legal pra ouvir numa boa num domingo (pun intended).

Release the bats – The Birthday Party

Eu só consegui tomar conhecimento do instrumental dessa música. O vocal é tão maluco que eu simplesmente ignorei que ele existe. Sério, estragou a música. Bleh.

Brighter than the sun – Tiamat

Não lembro quem me falou dessa banda. Como pra variar eu demoro pra ouvir algumas coisas, lembrei dessa indicação só agora. É uma música bem interessante, essa. Tem um interlúdio no meio com o vocal e o backing vocal entrando que me agradou.

The sparrows and the nightingales – Wolfsheim

Acho que essa foi a primeira música do Wolfsheim que eu ouvi. Desnecessário dizer que eu adoro a banda, e essa música é sensacional. A versão extended dela que toca em balada – que é essa que tá tocando agora, fazer o quê – é um pouco cansativa sem ser como trilha de fundo; eu prefiro a versão mais curta. Mas tudo bem.

(p.s.: WO IST DER FÜHRER DER MICH FÜHRT? ICH WARTE IMMER NOCH!)

In power we entrust the love advocated – Dead Can Dance

Essa eu já ouvi, mas foram poucas vezes. A maior influência que eu tive pra ouvir DCD foi o Marcel, que AMA a banda. Eu sempre tive a impressão de que DCD é música pra brisar, pra relaxar, e essa música é uma dessas que faz a gente brisar, de preferência de olhos fechados num lugar escuro.

Shining road – Cranes

Eu aaaaacho que eu já ouvi uma música do Cranes (Inescapable?). Essa de agora é gostosinha, mas talvez funcione bem como interlúdio. A melodia é bem legal.

Sixteen days/Gathering dust – This Mortal Coil

Também já ouvi This Mortal Coil, mas não lembro o nome da música. Essa daqui é longa – nove minutos –, e o instrumental dela é bem bom. Apesar disso, tem umas músicas desse estilo que são boas como trilha de fundo – principalmente se são longas, como a versão extendida citada acima –, e essa é uma delas.

Homosapien – Pete Shelley

Mais uma que pode servir como trilha de fundo, mas num dia em que eu esteja de boa fazendo alguma coisa enquanto ouço música. Sei lá, o instrumental dela é ok, o vocal é ok, mas não me chamou a atenção, não.

Are “friends” electric? – Tubeway Army

Por motivos óbvios eu lembrei do Philip K. Dick, mas deixa isso pra lá. Essa pode fazer parzinho com a coleguinha acima, porque não me chamou muito a atenção.

Lucky number – Lene Lovich

Eu literalmente não sei de onde saiu isso: nunca ouvi falar dessa banda/artista. É uma baguncinha animada, bem animada, e eu consigo me imaginar colocando isso pra tocar enquanto varro a casa.

Container love – Philip Boa and the Voodooclub

Ela começa um tanto sombria, mas dali a um tempo eu sinto que caí dentro de uma sketch daquelas com trilha do Benny Hill. O instrumental dá uma virada tão súbita e tão inesperada que eu estranhei que o baixo continue ali. Valeu, mas eu passo.

Warm leatherette – The Normal

Isso aqui de normal não tem nada. Eu gostei do modo como a letra é recitada, mas tem um som bem agudo que irrita bem rápido – eu ouço as músicas com fone de ouvido, e esse som agudo tá só no fone esquerdo. Ele some brevemente mas volta de novo. Isso me dá dor de cabeça, então infelizmente eu também passo essa.

I coldly stare out – Pink Turns Blue

Gostei dessa de cara. Tem um baixo por trás da bateria – a guitarra aparece mais um pouco mais pra frente na música –, e o ritmo do vocal é redondinho. Me lembra bastante dark wave, daquelas que quando começa a tocar a gente dança parecendo que tá tirando teia de aranha do ar.

Scarecrow – Siouxsie and the Banshees

Eu conheço essa banda, óbvio que eu conheço, mas já devo ter citado que gosto de duas músicas, três talvez. Nessa aqui eu reconheço um efeito que é a marca de Cities in Dust. De qualquer forma, se essa música estivesse numa coletânea ou numa playlist eu ouviria numa boa, mas não tomaria muito conhecimento.

So young – Suede

Eu já tentei ouvir Suede, mas lembro de não ter gostado muito do som. Well, continuo não gostando. Nada contra a banda, na verdade a capa desse álbum que puseram aqui no app é bem interessante, mas sei lá, alguma coisa nesse vocal e nessa guitarra me fazem correr pra longe.

Mindphaser – Front Line Assembly

Eu chutaria que isso é EBM se não fosse o synth mais agudo, porque ela tem toda a cara de industrial resvalando no EBM. De qualquer forma, se não é uma música pra ficar ouvindo direto – mas eu colocaria numa playlist daquelas feitas pra me empurrar pra frente –, ela serve pra expulsar os demônios numa balada.

Goodbye horses – Q Lazzarus

Ok, Spotify, eu já entendi. Eu tenho que assistir O silêncio dos inocentes de novo. Prometo que vou colocar na minha lista. De qualquer forma, essa é a versão original dessa música, é a que toca no filme.

Nowhere girl – B-Movie

No começo essa música tem bem cara de filme B. Daí entra um baixo bem interessante e uns synths que me lembram bastante o começo de I run, do A flock of seagulls. Daí entra o vocal, e eu fico entre estranhar o tom e curtir a melodia. Acho que eu colocaria numa playlist como interlúdio, ela não é tão estranha quando parece.

Tears run rings – Marc Almond

Essa voz é inconfundível, mesmo que eu não soubesse que o Marc é o vocalista do Soft Cell daria pra reconhecer. Mas acho que eu prefiro as músicas do Soft Cell… essa música é boa, sem dúvida, mas eu me acostumei com a banda.

Butterfly: Dance! (OOea Version) – Diary of Dreams

Não, não tem nada a ver com o grito da Copa, graças a Apolo. Essa música é muito, muito boa, apesar do synth agudo por cima dessa bateria deliciosa – se bem que ele combina bem com a música – e desse vocal maravilhoso. Eu acho que já ficou bem claro que eu gosto de vocal grave, né? Foi pra playlist.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Crianças, eu vi um carro em órbita.

​Acho que uma das primeiras coisas que a gente aprende sobre o espaço, além de um mnemônico sobre os planetas (o que eu aprendi era "minha vó tem muitas joias, só usa no pescoço", o que entrega minha idade já que naquela época Plutão ainda era um planeta), é que a Lua parece um queijo e que em 1969 a Apollo 11 pousou lá.

Infelizmente na escola a gente aprende o básico do básico. Foi só depois de velha que eu aprendi que a mancha de Júpiter é uma tempestade gigantesca, que Vênus é lindo por fora mas um verdadeiro inferno na superfície, que algumas partes dos anéis de Saturno são feitos de poeira e gelo, que o eixo de rotação de Urano é na horizontal e não na vertical como os outros, e por aí vai.

Daí eu pensava que depois do acidente da Challenger (que foi outra coisa que eu só descobri que aconteceu depois de velha) ninguém tentou fazer mais nada relacionado ao espaço. Eu nunca parei pra pensar que os satélites e as estações espaciais que estão lá em cima são enviados por foguetes. Até que, cerca de um ano e meio, dois anos atrás, eu descobri como satélites eram lançados e como a ISS (sigla em inglês para a Estação Espacial Internacional) recebe suprimentos; descobri por causa dessa empresa aqui:



No dia em que eu escrevo esse post essa empresa, e o dono dela, o Elon Musk, já são bem conhecidos do público geral, mas eu só ouvi falar deles por causa do Twitter e dos podcasts que eu ouço. Fui no YouTube e achei uns vídeos de um foguete, o Falcon 9, em missão. Minha primeira reação deve ter sido “O QUEEEEEEEEEEEEEE?”…

Falcon 9 landing
Sim, isso é o primeiro estágio de um foguete pousando.

A empresa queria arrumar um jeito de baratear os custos de mandar coisas pro espaço, e reaproveitar o primeiro estágio é um ótimo jeito de fazer isso. Então a SpaceX acabou meio que ficando especialista em pousar o Falcon 9; de todos os lançamentos que eu vi, nenhum deles resultou em uma desmontagem rápida não planejada.

Daí essa semana a SpaceX fez o voo experimental do Falcon Heavy, que é basicamente um Falcon 9 adaptado como estágio central e dois Falcon 9 atuando como foguetes auxiliares. Para o voo experimental o foguete tem que subir com alguma coisa que simula o peso da carga que o foguete futuramente vai levar, daí o doido do Musk resolveu que era uma boa ideia colocar lá dentro algo que era dele.

roadsterSe eu fosse a dona da fábrica faria o mesmo.

Dentro do carro ele botou um Guia do Mochileiro das Galáxias, uma toalha e um disco com a trilogia Fundação do Isaac Asimov. No painel tem também um Tesla Roadster em miniatura com um Starman (o boneco com traje espacial ao volante) em miniatura. Um dos circuitos leva a inscrição “Made in Earth by humans” (feito na Terra por humanos), e naquela placa embaixo do carro tem o nome de todos os funcionários da SpaceX.

No dia do lançamento eu tava parecendo o urso do Pica-Pau logo cedo. Eu adoro ver os lançamentos do Falcon 9, é muito louco ver que um troço do tamanho de um prédio de 16 andares que geralmente caía e provavelmente explodia faz a volta e pousa. Quando foi chegando perto da hora do lançamento minha timeline do Twitter começou a ficar bastante espacial. Quanto a mim, saí do trampo correndo a tempo de conseguir pegar o ônibus com o celular na mão e o stream da SpaceX aberto. E o que rolou ali, senhoras e senhores, com o perdão do palavrão, foi do caralho.


O vídeo todo tem 34 minutos, mas aqui coloquei pra começar a partir de t-1 pro lançamento.

Como dá pra ver no vídeo (aproximadamente oito minutos depois do lançamento), os dois Falcon 9 que serviram de foguetes auxiliares pousaram, claro que pousaram, praticamente ao mesmo tempo e um do lado do outro – guardadas as devidas proporções. O central core não conseguiu pousar, dois dos três retromotores falharam e ele atingiu o oceano a cerca de 500 km/h. Deve ter doído. Mas numa missão cujo objetivo era botar o segundo estágio em órbita sem explodir no lançamento, pousar 2/3 do foguete é um baita dum lucro.

E pra completar a beleza da coisa o cara ainda me coloca Life on Mars pra tocar na hora em que a carenagem se solta do segundo estágio e as câmeras pegam o Roadster com o Starman no espaço. Nesse momento eu esqueci que tava de pé num ônibus lotado e comecei a chorar. Uma moça me ofereceu um lugar, provavelmente porque achou que eu estava passando mal…

Depois de um tempo entrou no ar um live video do carro no espaço, orbitando o planeta. Esse vídeo rendeu uma quantidade obscena de prints para proteção de tela, papel de parede, thumbnail de YouTube, vitrine de podcast, capa de rede social, capas de futuros livros…

roadster 1roadster 2roadster 3roadster 4roadster 5

Essas foram as que eu tirei, mas pela internet afora tem toneladas delas. Cada frame daquele vídeo é maravilhoso. Mais maravilhoso ainda é pensar que por aproximadamente seis horas havia um carro orbitando o planeta enquanto aqui embaixo os nerds estavam em polvorosa porque nós vimos um show de ciência sendo aplicada.

Depois desse tempo em órbita o motor do segundo estágio foi acionado para propulsionar o carro pra fora da órbita da Terra. Como o negócio deu mais certo do que se pensava, agora temos um carro com um boneco vestindo um traje espacial indo pro espaço profundo. Ele entrou em órbita heliocêntrica (ao redor do Sol) e, segundo alguns cálculos feitos, vai estar próximo da Terra de novo lá pra 2030.

Antes de o Roadster partir pro espaço profundo, porém, foi possível captar uma última imagem. Essa imagem já virou um clássico, mas ela é tão linda que não dá pra não mostrar de novo.

Starman going to deep spaceThere's a Starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us, but he thinks he'll blow our minds.

Eu, particularmente, ainda tô num hype desgraçado por causa disso. Eu já assisti ao vídeo do lançamento várias vezes, já li/vi/ouvi um monte de opiniões (teve Scicast especial, teve vídeo do Sérgio Sacani, teve texto no MeioBit, que aliás foram minhas fontes primárias pra esse texto, e mais milhares de outros conteúdos internet afora). E provavelmente vou continuar procurando informação sobre isso, porque ver a história sendo feita com um evento tão impressionante é algo que não se esquece nunca mais.