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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Por dentro da minha cabeça quando ouço música…

Cacete, já é 20h30. Isso é o que dá dormir até as 17h. Vamos lá, Elise, vamos abrir esses arquivos porque isso deve ser entregue amanhã cedo. Quer ouvir música? Beleza, eu coloco uma aqui. Faz tempo que você não ouve música de propósito, né? Não, deixa que eu escolho. Vamos ver… hmmm… Lacrimosa, pode ser? Aquela que você ama, que nem percebe que é em alemão porque começa a cantar assim que entra a letra. Tá, vai ser essa mesma.



Dreht Euch um und läuft davon.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"Du mußt dein Leben ändern."

Rainer Maria Rilke (04/12/1875 – 29/12/1926) foi um poeta alemão. Na verdade ele era tcheco, mas naquela época era tudo uma coisa só, então ele é considerado alemão, mesmo porque escrevia em alemão… enfim. O primeiro contato que eu tive com ele foi lá na Casa da Palavra, em Santo André, nos idos de 2007, durante um curso de Oralidade Poética que eu fazia lá. Eu não me lembro mais de quais textos dele a gente estudou, mas isso não importa agora.

A primeira publicação de Rilke data de 1894; é um livro de poemas de amor chamado Leben und Lieder (Vida e canções). Depois disso, ele publicou vários outros livros de poemas, e um único livro em prosa, Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge (Os Cadernos de Malte Laurids Brigge). Confesso: li-o recentemente e não entendi foi nada…

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Depeche Mode, teoria literária e linguística? Sim, faz sentido…

(post dedicado ao Teo, que fez com que eu aprofundasse meu amor por Depeche Mode…)

Um mês e uns dias depois, abri o Live Writer pra escrever. Não vou ficar justificando a minha ausência, porque enfim, ficar lendo justificativas é chato pra caramba, e se eu fosse justificar todos os afastamentos que eu cometo, meus leitores leriam mais isso do que qualquer outra coisa… Não, eu não estou de mau humor, pelo contrário, eu estou com um humor excelente. Meu semestre na faculdade está quase acabando – só tenho que esperar uma nota pra poder dar adeus ao 1º semestre – e essa semana liberei dois livros pra impressão na editora. E isso é realmente MUITO bom.

E numa dessas semanas – tá registrado no Twitter, eu acho – eu tive uma epifania ouvindo Depeche Mode. Coisa meio maluca, rs. Eu costumo dizer que eu não sou boa em análise e teoria literária, e não sou mesmo: essa semana entreguei um trabalho sobre Mário de Andrade e Drummond que foi tenso pra escrever. Mas talvez, depois de um tempo estudando o assunto, as coisas vão ficando mais claras no cérebro. E a tal da epifania tem a ver com a letra da música, que se chama The bottom line.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Endeixa

Dica: ignorem o vídeo e aproveitem a música…

Pois meus olhos não cansam de chorar
tristezas, que não cansam de cansar-me;
pois não abranda o fogo em que abrasar-me
pôde quem eu jamais pude abrandar;

não canse o cego Amor de me guiar
a parte donde não saiba tornar-me;
nem deixe o mundo todo de escutar-me,
enquanto me a voz fraca não deixar.

E se nos montes, rios, ou em vales,
piedade mora, ou dentro mora Amor
em feras, aves, plantas, pedras, águas,

ouçam a longa história de meus males
e curem sua dor com minha dor;
que grandes mágoas podem curar mágoas.

 

Os sonetos de Camões não possuem título, então convenciona-se a adotar o primeiro verso como título. Endeixa foi utilizado pela cantora Ana Moura ao musicar em forma de fado um poema pouco conhecido do autor d’Os Lusíadas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fanzine Libélula – Parte 4

Dando continuidade ao artigo Fanzine Libélula – Parte 3, ainda sobrava um restinho de fôlego nos editores do fanzine. Nós estavamos juntos ainda no propósito de fazer o zine, mas, passados quase 4 anos desde o lançamento do nº1, as coisas iam ficando mais complicadas com o passar do tempo.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fanzine Libélula - Parte 3

Dando continuidade ao artigo Fanzine Libélula - Parte 2, demorou um pouco pra nós reunirmos os textos para a terceira edição. Isso porque nos deparamos com alguns outros textos antigos, de outros colegas, que poderiam fazer parte de um fanzine temático.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fanzine Libélula - Parte 2

Dando continuação ao artigo Fanzine Libélula - Parte 1, logo depois da primeira edição do Libélula começamos a reunir material e pensar na segunda edição do fanzine. E outro dos meus amigos de escola decidiu se juntar a nós nessa edição. Percebemos que o Libélula não seria um "simples" fanzine de poesia assim que o Ednei e o Robson nos mostraram qual seria o manifesto que publicaríamos na segunda edição...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Fanzine Libélula - Parte 1

Quando eu tinha 16 anos comecei a escrever poesias. Até hoje eu tenho guardados os cadernos lotados de linhas coloridas, pois todos (ou quase todos, rs) sabem que eu sou absolutamente viciada em canetas e papeis. E com 17 anos eu tomei contato com os fanzines, quando estava numa loja de cd's no centro de Santo André e peguei o Fanzine MegaRock pra ler.
Achei o maior barato, e decidi que ia fazer um também.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Eutimia

... nem tudo tanto faz.
E esta roda incessante
-nem triste, nem contente-
acaba findando com um "mas"...

[Escrito em algum lugar desse ano, provavelmente no mesmo lugar anteriormente citado.]

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Fernando Pessoa

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme

domingo, 11 de maio de 2008

Psicografia - Ana Cristina César

Também eu saio à revelia
e procuro uma síntese nas demoras
cato obsessões com fria têmpera e digo
do coração: não soube e digo
da palavra: não digo (não posso ainda acreditar
na vida) e demito o verso como quem acena
e vivo como quem despede a raiva de ter visto

sábado, 10 de maio de 2008

Paulo Leminski

Carrego o peso da lua,
Três paixões mal curadas,
Um saara de páginas,
Essa infinita madrugada.

Viver de noite
me fez senhor do fogo
A vocês eu deixo o sono.
O sonho, não.
Esse, eu mesmo carrego.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Tédio - Florbela Espanca

Passo pálida e triste. Oiço dizer:
"Que branca que ela é! Parece morta!"
e eu que vou sonhando, vaga, absorta,
não tenho um gesto, ou um olhar sequer...

Que diga o mundo e a gente o que quiser!
- O que é que isso me faz? O que me importa?...
O frio que trago dentro gela e corta
Tudo o que é sonho e graça na mulher!

O que é que me importa?! Essa tristeza
É menos dor intensa que frieza,
É um tédio profundo de viver!

E é tudo sempre o mesmo, eternamente...
O mesmo lago plácido, dormente...
E os dias, sempre os mesmos, a correr...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Soneto do amigo - Vinícius de Morais (Fragmento)

(...)
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
(...)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Qu'est-ce qui se passe?

Temos quatro dias de folga essa semana e eu só sei de duas coisas:
Sexta de manhã vou na Vila Prudente fazer um treco que eu já tô enrolando pra fazer;
Sexta à noite vou no aniversário do Gabriel, do Davi e da Rê no Central Plaza.

Quatro dias de folga e eu ainda acho que vou ficar enterrada dentro de casa, pra variar. Hoje foi aquele marasmo, não tinha muito o que fazer e nem consegui passar da primeira fase do Mario Bros. que eu instalei aqui no meu PC. Decadente.

Decadente...

Eu sou uma nerd assumida, aliás, não se fala mais nerd, agora é geek, então eu sou uma geek assumida. Tão assumida e nem consigo pegar num livro pra começar a estudar sem o cursinho... Acho tudo muito chato, todas aquelas fórmulas, aquelas coisas de binômios e cossenos, mas enfim, pra passar na abençoada prova da Fuvest eu tenho que saber essas coisas, e o Nei vive me lembrando que a Fuvest é eliminatória, mesmo pro curso de Letras... ô porra, eu adoro estudar e até isso tá chato agora... eu queria sair e fico confinada, sem estudar nem fazer nada de mais útil, olhando os cachorros brigarem por causa de um bonequinho de borracha mesmo tendo um pra cada.

E daí eu me lembrei de uma coisa que eu falei pro Nei, eu achava o maior barato quando ele me falava das coisas que ele e o povo da ETE faziam, depois ele me disse que eu tava supervalorizando o que eles tiveram, que não era tanta coisa assim. Mas pelo menos eles têm história pra contar e eu morro de inveja, eu não tenho quase história nenhuma, o barato da minha vida era passar a noite acordada assistindo os programas educativos da Cultura e babar em cima das aulas de Gramática do Pasquale Cipro Neto, e agora nem uma coisa nem outra, eu nem estudo quando fico em casa, nem saio de casa quando não estudo. E nem arrumo nada, nem organizo nada...

Já pensei seriamente em voltar a tomar Prozac, mas eu iria emagrecer demais e esse pra mim nem é o maior problema, eu fiquei meio tapada quando tomei há quase três anos atrás, ficava tranquila e não escrevia umas coisas loucas como essa:

Quero um jeito de esquecer
O que eu queria tanto
E que não me cabe
Não é meu
Mas me pertence

Quero um jeito
Inusitado como eu
Estranho como eu
Bizarro como eu
Pra voltar
Pro que eu era

Era
E passam-se as eras
E meu nome vai estar guardado no meio dos papéis que um arqueólogo vai encontrar
E dizer
“Essa era a poesia do século XXI”

Sem chance, cara.

Quero o meu jeito
A minha pele
A minha voz
O meu
De volta

Pretensão:

Afaste-se
Pra eu
Esquecer.


Porque na verdade eu não tinha pretensão nenhuma, meu fanzine ia bem e eu trabalhava, e eu escrevia, e estudava, fazia uma porção de coisas. Mas não foi o Prozac que fez isso, fui eu mesma.

Falta de organização, ou falta de senso, eu tenho quatro dias pela frente e não sei nem se eu vou levantar daqui da frente desse PC daqui a cinco minutos pra fazer um café.


domingo, 20 de abril de 2008

Insomniac II


[Atenção: O teor de sinceridade contido neste post pode constranger algumas pessoas. Não é essa a intenção - é, antes de qualquer coisa, um desabafo.]



Olha que horas são e eu não peguei no sono ainda.


Há cinco anos uma poesia foi escrita. Ei-la:

Insomniac

Debruçado em cima de mim
Ouço sua respiração
Enquanto tenta falar algo que não entendo
Sinto toda sua tensão
Enquanto relaxo finalmente em seus braços
E me forço a tentar me conter
Enquanto sua vontade me impele adiante
Me vejo nua num pudor impossível
Enquanto tenta me livrar do meu transe
Jogada na cama tento dormir
Mas não posso...
A visão da minha cama vazia
Me faz lembrar de algo
Que poderia ter sido
Mas não foi.


Na época em que ela foi escrita a inspiração era livre de qualquer experiência real, era puramente empírica.

Mas ultimamente ela tem feito todo o sentido do mundo.


Infelizmente.



(confiteor quia peccavi in opera. mea culpa, mea culpa)

sábado, 19 de abril de 2008

Vouloir

Eu queria ser alguém mais fácil
Alguém menos estranho
Menos dono de si

Eu queria ser...
Queria
Ser...

Mas não cabe em mim, porque é apertaaaaaaaaaaado demais

Essa camisa de força que eu estou vestindo é minha e sempre foi e ela cabe direitinho porque é feita de um tecido elástico que foi se ajustando em mim à medida em que eu crescia e engordava e emagrecia e me mexia e ficava parada em quase-quase-quase vinte e três (!!!) anos.


O que é que eu queria mesmo???

Wishlist (Pearl Jam)

I wish I was a neutron bomb
for once I could go off
I wish I was a sacrifice
but somehow still lived on
I wish I was a sentimental
ornament you hung on
the Christmas tree, I wish I was
the star that went on top

I wish I was the evidence
i wish I was the grounds
for fifty million hands up raised and opened toward the sky

I wish I was a sailor with
someone who waited for me
I wish I was as fortunate
as fortunate as me

I wish I was a messenger
and all the news was good
I wish I was the full moon shining
off a camaro's hood.

I wish I was an alien
at home behind the sun
I wish I was the souvenir
you kept your house key on

I wish I was the pedal break
that you depended on
I wish I was the verb to trust
and never let you down

I wish I was the radio song
the one that you turned up
I wish, I wish, I wish, I wish
I guess it never stops


[Lista de desejos]

[Eu queria ser uma bomba de nêutron, e
por uma vez eu poderia falhar.
Eu queria ser um sacrifício,
mas se de alguma maneira ainda vivesse.
Eu queria ser um enfeite sentimental
que você carrega
Na árvore de Natal, Eu queria ser
a estrela que fica em cima.

Eu queria ser a evidência
Eu queria ser o chão para 50 milhões
de mãos erguidas e que se abrem para o céu.

Eu queria ser um marinheiro com alguém
que esperasse por mim.
Eu queria ser como um afortunado,
tão afortunado quanto eu.
Eu queria ser um mensageiro e que todas as
notícias fossem boas.
Eu queria ser a lua cheia brilha
na capota de um Camaro.

Eu queria ser um alienígena em casa
atrás do sol.
Eu queria ser o souvenir sobre o qual você guarda
a chave da casa.
Eu queria ser o pedal do freio do qual
você dependesse.
Eu queria ser o verbo "confiar" e
nunca te decepcionar.

Eu queria ser uma canção de rádio, a única
Que você sintonizou....
Eu queria, eu queria, eu queria,
eu queria... (eu acho que isso nunca acaba.)]


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Clandestino

Eu faço versos como quem chora
De desalento, de desencanto
(...)
E nestes versos de angústia rouca
Por entre os lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca

Eu faço versos como quem morre...

(Manuel Bandeira, in 'Desencanto')

E faz tanto tempo que não sai um verso de dentro de mim que já estou começando a me sentir vazia. Minha inspiração esvai-se toscamente, nem me lembro quando foi que eu estive inspirada pra escrever.
Me sinto vazia, me sinto burra. Estranho que eu escrevo todos os dias, mas não passa de coisas do tipo 'horário de chegada, horário de atendimento' nos prontuários dos pacientes da UBS. Minha letra tá até ficando feia de novo...

E me esforço pra concordar com o Leminski
=>isso de querer ser
exatamente
o que a gente é
ainda vai
nos levar
além=>
mas tá ficando cada vez mais difícil. Parece estagnado, murcho...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

to celebrate something

the young man stepped into the hall of mirrors
e depois que ele saiu de lá nunca mais conseguiu ouvir ninguém falar dele

sometimes a stranger at his place
e toda vez que o estranho aparecia era melhor do que o que era realmente

suddenly the picture was distorted
como sempre estava e estaria quando ele tentasse enxergar além dele mesmo

he made up the person he wanted to be
porque depois daquilo tudo o que ele era não era mais o suficiente

the artist is living in the mirror
with the echoes of himself...