Eu tendo a ser meio conservadora quando eu ouço música. Fico no meu cantinho trevoso ouvindo as coisas que eu já conheço, quando muito eu me arrisco a ouvir algo que se pareça com o que eu tenho na minha pasta de música.
Daí um dia um amigo resolveu que ia me mostrar viking metal.
Eu falo de música, eu falo de livro, eu falo de coisas malucas que eu faço, mas eu já falei de filmes?
Acho que uma vez eu comentei rapidinho sobre Minha amada imortal, mas como gancho pra falar das cartas do Beethoven. Também lembro de ter falado breeeevemente sobre O império do Sol mas como ponte pra discorrer sobre o autor e sobre Joy Division. Mas não passou disso…
Então resolvi falar de filmes. Notem que eu não sou uma especialista em filmes, eu não chego nem a ser uma cinéfila. Nunca vou chegar no nível do Rob Gordon, por exemplo – ele manja MUITO de cinema. Mas às vezes me dá vontade, então o Litt vai ter essa “coluna” também.
(Daí vocês perguntam “mas Elise, e os posts de música que você tá devendo?”. Sim, tô devendo. Tem um planejamento pra eles no meu bullet journal – eu quero falar disso também hahahaha socorro – e eu só preciso de tempo pra escrever. E ultimamente muito tempo tem sido pouco dinheiro, literalmente. Vida de freela não é mole, não…)
O próximo post dessa série vai falar de um filme. Eu ia escrever aqui nesse post direto – porque já tô escrevendo sobre ele – mas já vi que vai ficar ENORME. E também porque o fato de o filme pertencer a uma franquia que completou 50 anos esse ano faz com que ele mereça um post inteiro pra ele…
Eu não lembro desde quando eu conheço o Queen. Minha mãe sempre gostou, e reza a lenda que eu “assisti” o show da banda no Rock in Rio de 1985 de dentro da barriga dela (ela assistiu pela TV e estava grávida de mim, so…). Então, como ouvir Queen sempre foi uma constante em casa, eu sabia de cor o nome dos integrantes da banda – Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor – desde pequena, nem que fosse por causa da letra de The Invisible Man, que cita o nome de cada um antes de uma amostra do que eles fazem – vocal/piano, guitarra, baixo e bateria, respectivamente.
Eu sabia que o Freddie havia morrido em 1991 em decorrência da AIDS e sabia que ele era o cara divertido que se vestiu de rosa com um bigodão respeitável no clipe de I want to break free. Depois, na adolescência, é que eu descobri que eles são britânicos, que a banda se formou na década de 1970 e que o Freddie na verdade se chamava Farrok e nasceu numa ilha africana, que era colônia britânica na época. E que A kind of magic, além de um álbum, é a trilha sonora de Highlander, um dos meus filmes favoritos. E que…
Eu poderia ficar aqui falando tudo o que eu sei sobre Queen, mas não hoje, 05/09. Se estivesse vivo, Freddie faria 70 anos. Daí eu coloquei umas músicas pra ouvir e deu um estalinho. Eu nunca tinha publicado uma tradução do Queen! Então lá vai pra vocês essa música, que é do álbum Innuendo, de 1991, e tem um clipe sensacional e slightly mad =P
Eu demorei pra achar um álbum que se encaixasse nesse tema, e também por isso eu empaquei consideravelmente nessa lista. Mas vamos lá, consegui desempacar quando “descobri” uma coisa.
Primeiramente, o que é “farofa” no mundo da música?
É uma daquelas coisas que você identifica assim que ouve, mas que é difícil de definir. Após pesquisas internerds afora, eu consegui uma definição aqui:
Por definição, Músicas Farofa são todas as músicas com um instrumental pesado e com uma letra um pouco... Melosa demais, se é que você me entende. Um riff de guitarra extremamente empolgante e contagiante, contrastando com uma letra profunda e sentimental... Até demais.
Aliás, aí nesse link mesmo dá pra ouvir exemplos.
Ok, definição encontrada, por que eu não segui a vida e vim postar aqui? Porque eu cheguei à conclusão que eu NUNCA ouvi um álbum farofa!
Explico: a época em que eu comecei a ouvir rock foi uma época propícia para a prática da farofagem (eu tinha 15-16 anos), mas nunca cheguei a ouvir um álbum inteiro de alguma banda que fazia música farofa. Sério mesmo: eu adorava a sofrência, mas sempre pescava uma música aqui e outra ali. Eu vim começar a colecionar álbuns de músicas depois que eu já havia entregue minha alma meus ouvidos às músicas “trevosas”.
Sendo assim, já que eu não tenho um álbum pra apresentar, achei melhor colocar duas músicas que são a epítome da farofagem.
A primeira é In a darkened room do Skid Row. Não tenho vergonha NENHUMA de dizer que eu choraaaaaaava ouvindo “So tell me when the kiss of love become a lie”… ah, adolescência, essa fase tão… tosca.
A outra é de um cara que eu não particularmente curto, mas que sabia farofar como poucos: Bon Jovi. Eu realmente não era imune a coisas como “I play my part and you play your game, you give love a bad name”…
E como bônus, lembrei de outra que é pesada pra caramba, fala de amor e todo mundo conhece, já teve até cover de passarinho animado…
É isso aí. Alguém tem alguma outra sugestão? Deixe aí embaixo! =)
Vamos voltar a falar de música nessa joça. Como vocês devem se lembrar, eu fiz uma lista de álbuns de música no ano retrasado (caramba!). Era um desafio diário, um álbum por dia. É quase um erro de conceito eu me propor a fazer uma lista diária no blog pra cumprir, mas esse não é o caso agora. Vocês podem ver essa lista aqui.
Daí o que eu resolvi fazer: em vez de fazer um post por dia na lista – porque o nome era Desafio musical de um mês – eu vou fazer com um espaço maior. Uma semana, ou três dias. Algo assim. Dependendo do meu tempo eu até consigo postar uma por dia, mas já aviso de antemão que eu prometo uma por semana. É isso ou eu me perco de novo. =)
Depois da explicação, vamos pro álbum, né? O álbum intimista que eu escolhi – e eu juro pra vocês que eu tinha escolhido ele no ano retrasado! – é o A Day in the Stark Corner, do Lycia.
Eu fiz uma enquete/pesquisa em maio do ano passado. Minha intenção, naquela época, era deixar a pesquisa aberta por cerca de um mês, daí compilar o kernel os resultados e, a partir daí, começar a implantar algumas melhorias e coisas novas no blog, de acordo com as sugestões dos leitores.
Mas, como eu disse aqui, eu queria ter tempo pra organizar os resultados e me dedicar às ideias sugeridas na pesquisa. O segundo semestre de 2015 foi praticamente todo dedicado à faculdade. E no post passado eu fiz um resumo breve sobre o que aconteceu na minha vida nos últimos três meses, de modo que todo e qualquer projeto relacionado ao blog ficou em segundo, terceiro plano.
Agora é chegada a hora de impulsionar a porra todaé hora de voltar à planilha, juntar tudo o que foi sugerido e traçar planos pro Litt! \o/
Eu não planejava voltar com o Litt justo no domingo de Páscoa.
Na verdade, eu não sei nem se planejava voltar com o Litt. Não sei se já falei
sobre isso aqui no blog, mas eu tenho transtorno borderline e de
ansiedade, o que atrapalha muito a minha concentração e a continuidade dos
meus projetos. Mais pra frente eu explico isso num post especial.
Fato é que a última vez que eu me lembro de ter escrito alguma
coisa aqui foi no final de 2015 (no momento em que eu escrevo, o domínio do Litt
ainda tá congelado, então eu não tenho acesso a ele). Naquela época eu estava
terminando a última matéria da faculdade e começando a lidar com a ansiedade de
saber se eu havia passado ou não. Olhando a página do Litt no
Facebook, agora, foi isso mesmo. O último foi sobre introversão. E larguei tudo.
De lá pra cá, minha sobrinha veio morar com a gente, eu
realmente passei em todas as matérias (ALELUIA FINALMENTE EU OUVI UM AMÉM?), fiz
um freela ou outro, meu tio quebrou o pé e eu virei motorista particular dele
(pois é, perdi o medo de dirigir e agora vou pra tudo quanto é canto dirigindo),
assinei a colação de grau, participei de um processo seletivo e não passei na
dinâmica de grupo (fazer o quê…) e fui convidada a participar do blog Marcando Território,
da Michele e do João.
E o Litt aqui, parado, juntando pó.
Como eu não estava conseguindo tempo e inspiração pra escrever,
deixei passar o período de renovação do domínio, que foi suspenso. Ou
seja, criei uma condição circular: eu não escrevia porque o domínio estava
congelado, e ele estava congelado porque eu não escrevia.
Isso não quer dizer que eu não tinha ideias pra ele. Sim,
ideias eu tenho aos montes, elas pulam na minha frente e ficam dançando a
Macarena até que eu pare e dance com elas. E são incansáveis: uma das ideias
deve estar dançando aqui faz pelo menos um ano…
Mas o Litt estava parado, criando teias de aranha.
Daí chegou o aviso da renovação do domínio do Descolonizações, o blog
do meu querido amigo Zuni, e eu resolvi pagar junto a renovação do Litt. Daí
parece que eu abri a caixa de Pandora, porque eu queria postar algo aqui ao
mesmo tempo que queria estrear minha coluna no Marcando Território, mas eu tenho
mais familiaridade com a escrita aqui e pra desenferrujar eu precisava reativar
o Litt mas ele ainda estava congelado……..
Resultado: fui no registro.br e pedi um descongelamento de emergência. E agora
vocês estão lendo a história da morte e ressurreição do Litt em pleno domingo de
Páscoa, o que não carrega em si nenhuma metáfora consciente (já que sou ateia),
mas se quiserem interpretar desse modo, fiquem à vontade.
Pessoas, preciso de uma ajudinha aqui. Criei uma enquete e gostaria muito, muito, muuuuuuuuito que vocês respondessem. Estou com umas ideias pro Litt e, antes de colocá-las em prática, gostaria de ler-ouvir-receber a opinião de vocês.
Lá vai. Cliquem no link abaixo, façam isso por mim e eu prometo recompensar todo mundo! :D
Esse item não vai dar certo. Não vai mesmo. Vou ter que pular também.
Eu atrasei o Desafio pensando e pensando e pensando em quais álbuns foram lançados e só os singles prestaram. Sério, não consegui pensar em nenhum. Nem naqueles álbuns farofa (oi? rs) que eu gostava quando era adolescente. Tentei pensar em bandas que não curto mais como curtia antigamente, tentei procurar em inícios de carreira… eu juro, passei por toda a lista de bandas que eu curto pra tentar achar um álbum em que só os singles prestaram.
Mas não rolou. Desculpem. Não achei nenhum. Fiquem à vontade pra comentar aí embaixo o que vocês acham, se vocês conhecem algum álbum em que só os singles prestam. Eu falhei nessa. :P
Ali em cima, no menu, há um link para a lista de artigos que eu fiz sobre meu fanzine literário, o Libélula. Recapitulando um pouquinho, ele existiu entre 2002 e 2006 e foram quatro edições. Além dele, e pouca gente sabe disso, eu tinha o Summertime, que era miúdo, quatro edições também.
Depois do fim do Libélula e do Summertime eu parei com tudo. Fui fazer faculdade, já trabalhava, fiquei sem tempo, ou grana, sei lá. Daí o tempo foi passando e eu só lembrava com uma certa saudade sobre como era publicar alguma coisa, ou pelo menos fazer alguma coisa que não fosse faculdade ou trabalho. Nisso o Litt ajudava um pouco, quando eu parava pra postar alguma coisa.
Ultimamente venho conversando sobre as coisas que eu gosto de fazer com a minha psicóloga, relembrando o que me move nessa vida. É algo bastante produtivo, eu fico com raiva às vezes, outras só triste, mas isso faz parte do processo. Nós conversamos principalmente sobre como eu me sinto fazendo alguma coisa, e como eu me sentia fazendo outras.
Então um dia apareceu pra mim uma notificação da página no Facebook da Fariaria, a editora de livros artesanais [e inusitados! =)] do Victor, um antigo colega de faculdade, sobre uma exposição de fanzines, o Ugra Zine Fest. Olhei… olhei… olhei mais um pouco, não confirmei presença mas mandei um convite pro Cesar, amigo de longa data e que praticamente foi um tutor pra mim nos meus primeiros passos no mundo fanzineiro, olhei mais uma vez e fechei a página. Mas fiquei pensando um pouco no assunto. Daí fui pra casa da minha mãe, e procurando alguns livros tropecei na minha pasta de fanzines. Enfiei na mochila, quando cheguei em casa confirmei presença no evento e na consulta seguinte a isso eu praticamente só falei sobre eles.
Talvez este outro item cause espanto em algumas pessoas, já que a frequência com que eu falo desta pessoa caiu bastante nos últimos tempos, principalmente depois que tive uma pequena decepção com ele.
(Aliás, pausa filosófica: por que raios catódicos as pessoas mais lindamente maravilhosas dessa vida fazem a gente desmontar com um mínimo passo em falso que elas dão?)
Enfim. Meu ídolo já fez parte de uma das bandas que eu mais amo na vida, e a carreira solo dele também é interessante, apesar de não ter muito a ver, como é de se esperar, com o que a banda fazia.
Após muita reflexão aqui (hoje e desde o dia que eu peguei a lista), e falando sobre o assunto com o Zam, eu decidi que vou pular esse item da lista.
Explico: há álbuns dos quais eu não gosto. Há artistas dos quais eu não gosto. Há estilos dos quais eu não gosto, e por aí vai. Eu poderia elencar aqui o álbum que, na minha opinião, não deveria ter feito o sucesso que fez, mas isso seria matar o álbum, condená-lo a um patamar de não-existência. Sei que isso soa meio filosófico, e talvez seja mesmo, mas o fato é que um álbum é feito com muito trabalho e esforço. Se a banda não é legal com os fãs, então está a cargo dos fãs agirem de acordo como são tratados. Se a banda apresentou um trabalho ruim, está a cargo dos fãs também demonstrarem isso de alguma forma. Mas TODO álbum leva tempo, custa dinheiro e traz o esforço dos artistas. Achar ruim ou não, achar que não merecia sucesso ou não, é questão de gosto pessoal, e todo artista que se esforça deve ter a chance de fazer sucesso. Por esse motivo, eu vou me abster de comentar sobre esse item.
Dentro do Desafio Musical eu havia colocado um desafio a mim mesma: não repetir bandas. Eu conheço TANTA coisa, TANTA música que talvez trinta álbuns de trinta bandas diferentes não fosse uma coisa tão difícil de conseguir. Mas quando vi esse item na lista um álbum pulou na minha cabeça, e ali eu sabia que antes de completar uma semana de desafio já haveria uma banda repetida.
Eu não tenho muitas informações sobre o sucesso dele lá fora; sei que a tour promocional rendeu um registro em vídeo (um dos melhores que eu já vi), mas entre a comunidade de fãs aqui do Brasil esse álbum não é muito bem aceito, talvez por não ser tão parecido com os outros álbuns.
O álbum que merecia mais sucesso, na minha humilde opinião, é o Exciter, do Depeche Mode.
Esse é um dos itens da lista que é o mais difícil de determinar. Tem TANTO álbum bom que eu queria ter nas mãos – porque em .mp3 eu provavelmente já tenho… – que fica difícil dizer só um álbum que eu queira ganhar. É tipo livro. No dia em que alguém me perguntar qual livro eu quero de presente eu vou cair no chão em crise catatônica e ficar lá, em posição fetal provavelmente, tentando escolher um livro pra pedir…
Então meu critério foi simplesmente escolher o primeiro que passou pela minha cabeça, assim, de bate-pronto. Provavelmente eu não vou me arrepender de tê-lo escolhido.
Começando o Desafio musical, o primeiro item da lista vai surpreender um bocado de gente. Na verdade acho que quem me conhece bem vai ficar até espantado em saber qual é o meu álbum favorito.
Porque não é do Depeche Mode. Nem do Joy Division.
Oito meses, quinze dias. Mas tudo bem. O que importa é que a blogueira está viva.
Cacei um desafio desses que rondam pela internet até encontrar um que faça algum sentido e com o qual eu me identifique bastante. Depois de pensar em desafios literários e desistir de todos eles – eu ainda estou voltando a ler meus livros, então vamos com calma –, resolvi fuçar até achar um relacionado a música. A página do Facebook de onde tirei este desafio está inativa desde o ano passado, mas a lista estava lá ainda.
Ele tem duas partes. A primeira segue abaixo. Se eu der conta dessa aqui, começo a segunda logo depois.
Lá vai:
1. Seu álbum preferido. 2. Um álbum que você ganhou. 3. Um álbum que você quer ganhar. 4. Um álbum que merecia mais sucesso. 5. Um álbum que não merecia sucesso. 6. Melhor álbum do seu ídolo. 7. Um álbum em que só os singles prestam. 8. Um álbum intimista.
9. Um álbum farofa.
10. Um álbum que correspondeu a todas as suas expectativas.
11. Um álbum que te decepcionou.
12. Um álbum que vendeu muito.
13. O álbum que mais flopou nas vendas.
14. Um álbum que não pode faltar em casa.
15. Um álbum para ouvir enquanto viaja.
16. Um álbum que te relaxe.
17. O último álbum que você ouviu.
18. O último álbum que você comprou.
19. Um álbum que você perdeu seu tempo ouvindo.
20. Um álbum que você recomenda.
21. Um álbum que você está viciado.
22. Um álbum que você quer que lance logo.
23. Um álbum que te deixe eufórico.
24. Um álbum que aborde uma temática interessante.
25. Um álbum com uma capa confusa.
26. Um álbum com uma ótima capa.
27. Um álbum para estrondar a sua casa.
28. Um álbum que seus parentes ouvem muito (Momento vergonha).
29. Um álbum para ouvir numa festa.
30. O melhor álbum de todos os tempos.
Talvez eu inclua alguma coisa no meio da postagem que tenha a ver com o álbum. Não sei, vamos ver como fica.
Diorama é uma banda alemã em atividade desde 1996, e seus membros são Torben Wendt, Felix Marc, Sash Fiddler e Marquess. O som da banda é descrito como electropop, futurepop ou darkwave, mas na minha opinião eles mesclam o electropop com o darkwave em quase tudo, porque as músicas são “animadas” e as letras são meio… ahn… “estranhas” a essa animação.
Quem me apresentou a banda – e essa música – foi uma amiga mexicana que eu fiz pelo Facebook, a Boneka. Gostei bastante do som, e no começo alguns versos acabaram virando uma misheard lyric. Quando peguei a letra… mein Gott.
Playing Dead é a 10ª faixa do álbum Tanzomat, de 2011. Eu levei um tempo pra ouvir esse álbum porque estava ainda me acostumando com a sonoridade da banda, mas quando ouvi essa música em especial, eu tive uma reação que costumo chamar de “autismo extra-uterino”: a sensação que dá é que eu tenho que ouvir essa música deitada em posição fetal. Eu e minhas manias estúpidas…
– Sabe como me pegou, Will? – Adeus, dr. Lecter. Pode deixar-me recados no número constante da pasta. Graham começou a andar. – Sabe como me pegou? Graham saiu do campo de visão do dr. Lecter e caminhou rapidamente para a porta de aço. – O motivo pelo qual me pegou é que somos exatamente iguais. – Foi a última coisa que Graham ouviu, quando a porta de aço se fechou às suas costas.
Eu ia começar o Desafio com Carta ao Pai, do Kafka, mas alguns problemas logísticos acabaram por fazer com que eu esquecesse de pegá-lo na casa da minha mãe. Daí um amigo me emprestou Dragão Vermelho, que era um livro que eu queria ler fazia bastante tempo. E pra trocar de livro no Desafio não custou muito.
A história do livro é bastante conhecida pelas adaptações para o cinema, apesar de não serem uma cópia fiel do que está escrito. Há duas: uma de 1986, que saiu com o nome de Manhunter, e a mais famosa, Red Dragon, de 2002, com Anthony Hopkins e Edward Norton. Particularmente já perdi as contas de quantas vezes eu vi esta última, especialmente quando me dá na telha de ver todos os filmes em sequência. Mas divago. Tenho que falar sobre o livro…