quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pequena reflexão

Às vezes a vida fica meio complicada.

Às vezes nos chateamos por coisas que aconteceram, mas poderiam ter sido evitadas.

Às vezes ralhamos o dia todo porque algo não deu certo.

Às vezes achamos que estamos dando passos errados, ou passos pra trás, que não sabemos onde estamos, nem para onde vamos.

Mas às vezes deixamos tudo isso pra lá por algo que REALMENTE vale a pena.

 

Ultimamente o blog anda meio abandonado porque a Vida me pegou num vortex e até agora não consegui sair de dentro dele…

Mas essa semana houve um vislumbre de esperança, pelo menos pra mim.

Eu sou meio cética e meio fria pra certas coisas, mas essa semana a Vida fez com que eu repensasse uma parte da minha caminhada. E fez isso por meio de um pequeno ser humano, que chegou ao mundo na segunda-feira, dia 18, com 45 cm de altura, pesando 2,8 kg e com jeitinho de boneca.

 

EmillyEmilly, minha sobrinha, no colo da minha mãe.


Diante de uma pessoinha tão linda, tão pequena, tão frágil, os problemas e aflições vão pro limbo de onde nunca deveriam ter saído.

Porque todas as coisas que não valem a pena desaparecem.

 

Seja bem-vinda, Emilly, minha bonequinha.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ah, as listas…

Eu odeio listas.

Ok, vamos ser francos: algumas listas são úteis. Lista de compras do supermercado, por exemplo. Minha mãe acha impressionante o fato de eu ir no supermercado com uma lista e voltar pra casa sem ter adicionado nenhum item a mais na sacola. Lista dos artigos que eu preciso xerocar na faculdade é outro exemplo bom: quando eu tenho dezenas de artigos pra xerocar e uns R$ 3 na carteira preciso selecionar o que eu vou pegar pra ler primeiro. Também dá certo. Meu problema com listas começa quando eu tenho a brilhante ideia de escrever coisas que eu preciso fazer.

domingo, 5 de dezembro de 2010

3 anos de blog! E outras coisas…

O Litteraria tá fazendo 3 anos hoje! Legal, né?

Fui um tanto relapsa esse ano, e a coisa pegou fogo pro meu lado… o estágio e as literaturas na faculdade minaram todo o tempo livre que eu tinha. E eu nem mexi tanto no layout dele – ao contrário do ano passado, quando ele foi totalmente reformulado, esse ano eu só troquei o template… eu sempre olhava pro Live Writer e pensava, "quero escrever no blog", mas quando olhava de volta pra minha mesa eu via as coisas empilhadas e concluía que dava pra esperar…

Mas hoje é o aniversário dele! Desde o aniversário do ano passado eu consegui a habilitação em Alemão, arrumei um estágio, suei pra fazer os trabalhos da faculdade, vi uma das minhas melhores amigas se casando e realizando um sonho, deixei o estágio pra não enlouquecer com o final do semestre…

Olhando pra lista, não parece tanta coisa. Mas eu cansei de verdade, e as ultimas noites antes de entregar o trabalho final de Literatura Brasileira II foram muito mal-dormidas, isso quando eu consegui dormir!

Então vou lançar aos meus leitores a pergunta: o que vocês fazem quando o tempo é pouco? Respondam nos comentários, por gentileza. Minha resposta, aqui: eu enlouqueço, principalmente quando eu tenho uma tonelada de coisas pra fazer e a minha cabeça varia entre as prioridades e as coisas que eu quero fazer por fazer, por ser legal, divertido ou por não requerer nenhum esforço intelectual…

Essa do esforço intelectual rendeu uma resolução engraçada: prometi a mim mesma que assim que eu terminar o semestre na faculdade – é, ainda não acabou, falta uma prova, talvez duas, e a nota do trabalho de LB II – eu vou me entupir de literatura porcaria. Eu defino literatura porcaria como aquele livro que não requer nenhum tipo de esforço pra ler ou entender, não é nenhum preconceito contra algum tipo de literatura. Um exemplo seria… Crepúsculo, hehe. Ou Barbara Cartland e aquelas coleções de banca de jornal, tipo Sabrina ou Julia (a dra. Saroyan, do seriado Bones, certa vez referiu-se a esse tipo de livro como "lixo feminista". E não deixa de ser, hehehe). Daí lendo literatura porcaria vou descansar, porque eu não vou precisar lembrar de conceitos de teoria literária nem me perguntar se a personagem está mesmo colhendo amoras porque gosta da fruta ou se está fazendo uma alusão ao pesado trabalho rural, que faz parte de uma longa tradição coronelista que sobrevive ao Brasil escravocrata… ai, só de pensar nisso já me dói o cérebro, rs.

Enfim, parabéns ao Litteraria! =)

E um viva pra mim, que ainda não desisti dele…

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

5 motivos para não ouvir Depeche Mode de madrugada

Na verdade seriam os motivos pra não ouvir música dos anos 80 de madrugada. Mas Depeche Mode sempre tem o dom de f**** com a minha cabeça quando eu estou caminhando em direção a um penhasco. O resultado? Insônia. Daquelas que nem chá de camomila resolve.

De onde eu tirei a ideia de visitar o site oficial à 1 da manhã? Ah, era pra ver a letra de Corrupt, que eu ouvi com o Teo no ônibus. Ok, a letra não tem nada a ver com o que eu ouvi, mas tá valendo. A bagaça é boa até quando não faz sentido. Mas então, uma coisa leva a outra e lá estava eu na parte dos vídeos…

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um breve comentário sobre "palavras"

De tão longamente ludibriados, vaidosos da própria amargura, tinham repugnância por palavras, sobretudo quando uma palavra — como poesia — era tão esperta que quase exprimia, e aí então é que mostrava mesmo como exprimia pouco.
["A mensagem", Clarice Lispector. In: Felicidade Clandestina, contos.]

Hoje na aula de Literatura Brasileira a prof.ª Simone nos mostrou um conto da Clarice Lispector chamado A mensagem. O conto é sobre um casal de amigos que se descobrem angustiados, mas os dois dão uma significação diferente à palavra angústia. Não dá pra saber, exatamente, qual é a carga semântica adotada pelos amigos no conto, mas o que fica claro é que os dois jovens não querem definir e serem definidos pela linguagem corrente e usual.

É, eu sei, os escritos da Clarice são herméticos, pra se entender um parágrafo temos que pensar muito. Mas Schiller, uma vez, disse algo parecido com o que dá pra entender do conto:

"Quando a alma fala, já não fala a alma."

O que Schiller quis dizer com isso é o seguinte: as palavras que usamos na comunicação são impregnadas de valores e sentidos que são próprios da cultura da qual fazem parte. E por mais que uma língua tenha milhares de vocábulos, os sentimentos que são próprios de nossa alma não poderiam ser expressos com fidelidade pela linguagem, pois cada sentimento é próprio de cada um e as palavras estão como que contaminadas pela cultura e pela sociedade na qual ela está inserida.

Em outras palavras, quando dizemos algo "do fundo da nossa alma", não estamos exatamente fazendo isso, pois mesmo que a linguagem que usamos para nos exprimir se aproxime bastante do que queremos dizer, nunca conseguiremos fazê-lo, já que "definições de dicionário" não são muito adequadas para exprimir um sem-número de coisas.